Por Leonardo Benedito
Após as revelações de Edward Snowden sobre a espionagem governamental e
o reforço das grandes empresas em não ceder os dados privativos de seus
usuários ao governo, a discussão parece ter perdido força nos últimos anos.
Porém, após os ataques a Paris em novembro de 2015 e a descoberta de que
os terroristas utilizaram métodos de encriptação para coordenar as atividades,
ou seja, utilizaram sites de relacionamento para se comunicarem, a pressão do
governo voltou a aumentar sobre os poderosos do mundo digital.
Entre as reivindicações do Governo, FBI, CIA e outras entidades que
visam a prevenção ao terrorismo, está a criação de Backdoors. Uma espécie de
“Porta dos Fundos”, para que o governo possa acessar exclusivamente o conteúdo
dos usuários de empresas como o Facebook, Google e Apple. Porém assim como uma
“Porta dos Fundos”, não somente o governo poderá abri-la educadamente com uma
chave, mas também os Hackers poderão arromba-las para ter acesso às informações
dos usuários.
Em resposta a essa solicitação, o Facebook e o Google, informaram da
possibilidade da criação de Backdoors, porém precisariam do apoio da comunidade
de usuários para fazerem isso. Já a Apple informou que nem mesmo ela própria
com mandato judicial, conseguiria quebrar os protocolos de segurança do iPhone
e do iTunes, ou seja, parece que os criadores das linhas do comando de
segurança morreram junto com Steve Jobs.
E você disponibilizaria aquelas conversas do Whatsapp para o governo em
prol da segurança nacional?
Fonte:
Canaltech

Esse é um dilema muito grande. A investigação no mundo online deveria seguir as mesmas regras da investigação no mundo físico, sem desrespeito à direitos de cidadãos, e principalmente sem desrespeito à líderes de outros países.
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