sexta-feira, 1 de abril de 2016

Relações Humanas e Privacidade na Internet

Relações Humanas e Privacidade na Internet: implicações Bioéticas




Relações humanas, privacidade e sua interface com a Bioética

imagem 1
Com base no estudo realizado por Adriana Silva Barbosa, Bióloga( especialista em Metodologia do Ensino Superior pelas Faculdades Integradas de Jequié (FIJ)) e  Douglas Leonardo Gomes Filho( Filósofo e membro efetivo da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP)) constata-se que as relações humanas são baseadas em leis para regular o comportamento humano e que a ética provém destas relações. Ao mesmo tempo essa é uma visão subjetiva e faz com que cada indivíduo apresente uma diferente interpretação de ética e como consequência desenvolvem comportamentos diferentes, tornando assim a privacidade algo necessário na sociedade.
Inicialmente a privacidade podia ser entendida como o direito de ficar sozinho,mas evoluiu com o tempo sendo considerado um aspecto indispensável para realizações pessoais e um símbolo de liberdade. Contudo, por apresentar diferentes conceitos com base no comportamento e relações pessoais, a privacidade possui muitas definições.


Internet, relações humanas e privacidade: implicações positivas

A internet mudou o modo como as relações humanas se desenvolvem, permitindo superar altas distancias, tempo e espaço porém, implicando na readaptação do ser humano ao modo como ele enxerga o mundo e suas relações sociais.
imagem 2
São inúmeros benefícios que esta transação acarretou como: ensino a distancia, relações comerciais facilitadas, aumento na produção de artigos científicos, inovações na medicina e mesmo relações afetivas de certa forma, foram beneficiados por meio da introdução da internet na sociedade.
“Neste contexto, emerge o conceito de privacidade de informações que é o direito que os indivíduos, grupos ou instituições têm de determinar quando, como e quanto de suas informações podem ser divulgadas a outros por meio de autorização ou consentimento” (ISHITANI, 2003). Muitos sites, redes sociais e outros serviços baseados na web têm alterado suas políticas de privacidade e criado alternativas para promover maior privacidade aos usuários que assim o desejam, tais como a criptografia dos dados e a oportunidade de escolha pelo usuário de quais dados devem ser disponibilizados.

Internet, relações humanas e privacidade: implicações negativas

Apesar de haver uma certa regularidade e controle sobre o uso de dados pessoais na internet, constantemente corremos o risco da invasão de privacidade. Estes dados além de serem acessados algumas(ou muitas) vezes sem o consentimento da pessoa, são armazenados por muito tempo o que permite seu uso mesmo quando não deveriam estar mais disponíveis.
imagem 3
Mesmo com o perigo constante do uso indevido e sem permissão de dados, as pessoas não se atentam ao fato de que estão cada vez mais inclinados a liberar o uso dos próprios dados facilitando assim sua exposição e comprometimento da sua privacidade, tanto quanto alteração e divulgação de mídias como vídeos, áudios e fotos. Além disso, não só dados pessoais como também os conteúdos públicos, são constantemente alterados e fazem com que as informações adquiridas na internet sejam comprometidas e percam sua confiabilidade. E como consequência disso, também podemos citar o plágio que ocorre com frequência tanto em redes sociais e outras mídias, como em meio acadêmico, o que fere leis de direitos autorais e é configurado como crime. Portanto é imprescindível a atenção das pessoas a conteúdos tanto próprios quanto alheios veiculados na internet, para que não sejam ultrapassados os limites da privacidade.

Relações humanas e proteção da privacidade na internet

A internet tem afetado positiva e negativamente toda sociedade desde o momento em que se estabeleceu gerando conflitos em várias esferas.
Até a publicação do artigo não havia uma lei especifica para a proteção da privacidade na internet, porém é de conhecimento que hoje já temos o Marco Civil da Internet, que tem justamente o objetivo de proteger os dados pessoais e regulamentar seu uso e, território nacional.
É importante citar que antes da vigência do marco civil, houve muitos questionamentos sobre uma possível limitação da liberdade de expressão quando se regularizasse o uso de dados, porém até o presente momento não se há denúncias de repressão ou limitação no uso da internet.

Considerações Finais

Em um aspecto geral a internet proporcionou, desde sua criação, uma nova etapa de estruturação e relações que se mostra um desafio por permitir uma certa violação da privacidade (apesar de todos os benefícios já citados), porém a internet ainda é indispensável para a sociedade, seja como forma de entretenimento, socialização ou facilidades proporcionadas em diversas áreas da sociedade e pode ser considerado um dos maiores avanços da humanidade.
Por fim, os problemas que envolvem a internet, são sempre estudados por profissionais da informática que estão sempre avançando para tornar a experiência cada vez mais segura e democrática.

Nenhum comentário:

Postar um comentário