Augusto Eduardo Miranda Pinto, publicado nos Anais do
XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza nos dias 09, 10, 11 e
12 de junho de 2010.
Segundo o autor “a partir de troca de informações
entre os indivíduos, está surgindo uma coletividade com singularidade própria”.
Essa “cibercultura” proporciona uma alteração de poder pela interatividade
digital, acarretando na formação de um novo “paradigma sociotécnico”, alterando
a relação do homem com o ambiente urbano, social e cultural. A garantia de
direito à privacidade recebe um dos impactos mais significativos desta nova
formação social, com várias mídias interagindo com milhões de usuários em tempo
real, fazendo que “ a informação permeie todos os aspectos da nossa vida
cotidiana, sem um controle seguro de sua utilização”.
“A coleta de dados através dos cartões de crédito e
de compras on line, bem como câmeras para vigilância e individualização do
perfil de usuários navegantes através da rede, abrem possibilidades de
interconexão entre os mais diversos bancos de dados apontando para a formação e
expansão progressiva de uma sociedade de controle, de vigilância e de
classificação.” Essas ações reduzem o cidadão a consumidor e, segundo o autor,
isso deve ser evitado “para que a esfera pública e a provada não seja
absorvidade pela esfera de produção e de troca”.
| Fonte Imagem: Idgnow |